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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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O congestionamento do metro de Pequim

Mäyjo, 05.12.15

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METRO DE PEQUIM: 88KM DE FILAS E EMPURRÕES EM BILHETES DE 25 CÊNTIMOS

Viajar de uma ponta à outra da extensão da rede do metro de Pequim – do subúrbio de Suzhuang ao subúrbio de Fengbo – requer cinco mudanças de linha e quase três horas, mas muito pouco dinheiro. A viagem directa mais longa passível de realizar no metro é também uma das maiores bagatelas mundiais ao nível dos transportes públicos: 88 km por apenas 25 cêntimos.

Porém, efectuar este trajecto – e são milhares de chineses que o fazem diariamente – pode ser uma tarefa hercúlea. Todas as manhãs contabilistas, lojistas, investigadores, estudantes e muitos outros profissionais entretêm-se com os seus telemóveis ao mesmo tempo que disputam o pouco espaço disponível nas carruagens. As crianças remexem as mochilas sob o olhar dos pais cansados. Utilizadores inexperientes experimentam a sua primeira viagem de metro enquanto outros transportam os mais estranhos artefactos ou alimentos, como enguias em garrafões de óleo vazios. Mas há sempre o ar condicionado para refrescar os ânimos e espalhar as fragâncias dos desodorizantes recentemente aplicados pelo meio da multidão.

“O metro é o orgulho de Pequim. É a única razão para viver nesta cidade”, conta Liu Jinchang a Tania Branigan, repórter do Guardian. Liu Jianchang é director de vendas e tem um carro, mas prefere utilizar o metro para se mover em Pequim, já que muito mais fácil e rápido do que conduzir.

A bordo existem serviços de voz e informações e as carruagens estão equipadas com televisões, onde são exibidas as notícias, programas de entretenimento e informação pública. As estações são geralmente limpas, bem iluminadas e com indicações em mandarim e inglês, mas não tão glamorosas como as de Hong Kong. As estações mais antigas são um pouco mais pobres e pouco ornamentadas. Tal reflecte o sistema político vigente na China aquando da construção das primeiras estações. Segundo as ordens de Deng Xiaoping, antigo líder comunista chinês, “as estações não devem ser construídas como as do Metro de Moscovo. Devem ser sólidas e práticas e não extravagantes”.

É sob estas condições que dez milhões de pessoas viajam diariamente no metro de Pequim. Este vídeoproduzido Guardian mostra o que é viajar neste transporte. Nos próximos seis anos e meio, a rede do metro deverá superar a extensão ocupada pelo Metro de Londres – que possui a maior extensão europeia a nível de quilómetros. Tal, significa que no futuro, o metro de Pequim transportará ainda mais pessoas e a tarefa de lá viajar será ainda mais complicada.

Recentemente, a gestão do metro instalou barreiras que guiam os utilizadores através de filas extensas, mas ordenadas, até serem revistados e poderem entrar no metro, o que piora ainda o tempo de utilização.

O maior metro do mundo

Os trabalhos de construção da primeira linha de metro em Pequim começaram só na década de 1960 e a maior parte das actuais linhas abriu portas apenas na última década. No entanto, o Metro de Pequim, com 465 km de extensão, é apenas suplantado pelo de Shangai. Em 2020, os planos de aumento da rede deverão conferir-lhe uma extensão de mais de 1.000km. A adição de 17 novas linhas fará do Metro de Pequim o maior do mundo.

Na última década, a população de Pequim aumentou meio milhão por ano, albergando actualmente cerca de 21 milhões de pessoas. Em 2020, deverá ter cerca de 25 milhões de habitantes, numa estimativa conservadora.

No entanto, apesar dos dez milhões de utilizadores diários, o metro é pontual e limpo e com poucas ocorrências de desastres. As tensões que este meio de transporte enfrenta actualmente são o reflexo do grande crescimento exponencial chinês e a falta de capacidade das grandes cidades de proporcionarem uma boa qualidade de vida aos seus habitantes.

Um metro para fins militares

O grande crescimento do sistema de metro de Pequim nas últimas décadas é explicado pelo grande crescimento populacional da cidade, que tal como outras grandes metrópoles chinesas, atrai milhares de migrantes pelas maiores oportunidades de emprego. Contudo, tanto as condições habitacionais como as de transporte não conseguem suprir as necessidades deste crescimento populacional.

Em 2006, o metro de Pequim transportava apenas 1,5 milhões de pessoas diariamente, o equivalente ao total de passageiros transportados em todo o ano de 1971. Um dos factos mais interessantes sobre o metro de Pequim é o facto de inicialmente ter sido construído para fins militares. Na sequência dos bombardeamentos aéreos dos Estados Unidos à Coreia do Norte e depois à Guerra do Vietnam, os comboios seriam utilizados, em caso de ataque, para evacuar os residentes de Pequim e dos seus subúrbios para a região montanhosa a oeste de Pequim e de lá para outras partes da China. Chegou mesmo a ser construída uma linha de teste em Lop Nor, para se saber se os túneis aguentariam um ataque com bombas nucleares.

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E SE O MUNDO ESTIVESSE LIGADO POR UMA REDE DE LINHAS DE METRO?

Mäyjo, 28.05.15

E se o mundo estivesse ligado por uma rede de linhas de metro?

Algumas viagens de comboio tendem a durar eternidades, especialmente aquelas que requerem vários transferes e tempo de espera. Mas, e se pudesse entrar num comboio em Madras, na Índia, e sair em Boston, Estados Unidos, sem paragens pelo meio?

Foi isto que imaginou Chris Gray, um britânico de 47 anos, que durante um jogo de críquete numa viagem à Austrália concebeu o mundo como um mapa gigante do metro de Londres, que liga as principais cidades mundiais.

“Estava sentado em Melbourne depois de ter visto a Inglaterra perder um outro jogo e pensei que seria óptimo dar um pulo até Inglaterra para passar o Natal e o Ano Novo e depois voltar para o sol. Foi então que surgiu a ideia de um grande metro mundial e comecei a desenhá-lo”, explicou Gray.

O mapa varia entre túneis flutuantes a carruagens pneumáticas, que atravessam mares e montanhas. Como inspiração, Gray utilizou o trabalho de Harry Beck, que em 1931 desenhou o actual mapa do metro de Londres – inicialmente também no seu tempo livre.

A rede consiste em três linhas principais: a linha “Tri-Continental” é vermelha, tal como a Linha Central de Londres, a linha cinzenta é a linha “Estados Unidos” e a linha preta é a “Australásia Pan-Pacífica”.

Apesar das mais de 500 horas que gastou a conceber o mapa – Gray elaborou ainda outros mapas mundiais para o transporte de mercadorias -, o projecto não é para ser levado a sério.

No entanto, Robert Benaim, membro da Royal Academy of Engineering, indica que os países podem vir a estar interligados por estruturas físicas no futuro – embora túneis de metro possam ser impossíveis de implementar em alguns locais. Embora os engenheiros tenham completado o Eurotúnel há 20 anos, e o túnel subaquático do Bósforo recentemente, Benaim não acredita que exista actualmente tecnologia que permita construir uma rede tão vasta de túneis como os projectados por Gray.

As estações fantasma do Metro de Londres

Mäyjo, 18.11.13

O metro de Londres é, indubitavelmente, um dos locais mais ligados à mobilidade do mundo. Inaugurado há 150 anos, o Tube tem 270 estações activas, num percurso que ronda os 400 quilómetros.

Como é normal numa infra-estrutura tão antiga e que acompanhou o próprio crescimento de Londres – de três para nove milhões de pessoas –, o Tube inaugurou novas estações, fechou outras e chegou mesmo a não abrir algumas que já tinha construído.

É nesta faceta histórica e quase negra que entra o projecto Us Versus Them, de Dylan Maryk, um entusiasta pelo metropolitano londrino que apresentou, no início do ano, o mapa das estações fantasma do Tube.

Quem conhece o metro londrino sabe que os túneis se multiplicam. Muitos deles não podem ser acedidos, o que favorece o mapa de Maryk. Muitas das estações foram fechadas por falta de passageiros, outras acabaram por fechar devido a outras construções, mais modernas.

É aqui que o projecto de Maryk ganha uma dimensão fascinante, que relata não só o lado místico do Tube mas também a sua própria evolução ao longo de século e meio.

E se quiser entrar mesmo neste assunto, não deixa de visitar o site Abandoned Stations. Aqui pode receber a lista de estações abandonadas e, clicando no nome, inúmeras fotos – de hoje e ontem – do local. Pode ter uma garantia: algumas das fotos são assustadoras.

 

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in: Green Savers